1º dia
A viagem começou então pelas 10:30 a sair de casa. Os Avós acompanharam-nos de casa ao aeroporto para se poderem despedir dos netos, pois iriam estar separados por alguns milhares de Km’s e ao todo serão cerca de 17 dias de viagem.
Consultamos qual o nosso balcão de check-in no quadro de voos e quando lá chegamos, estava uma fila considerável de pessoas para o mesmo voo que o nosso. Depois de algum stress a procurar pelos documentos e bilhetes (por incrível que pareça parece que a desorganização impera quando viajamos de avião: nunca temos à mão o que realmente necessitamos em determinado momento).
Depois do check-in, despedimo-nos então dos Avós e lá fomos nós ter com o responsável de aconselhamento de “coisas” que se podem levar no avião, nas malas de mão. Após inspecção minuciosa dos nossos haveres, foi-nos indicado que estávamos a levar medicamentos sem prescrição médica.
Realmente, nem estávamos a duvidar que iríamos “reprovar” neste exame de verificação, mas dentro de nós há sempre aquela esperança… “e se nos deixam passar?”. Lá acabamos por entregar os xaropes aos Avós e seguimos para a zona dos raio-X. Aqui tudo correu tudo dentro da normalidade.
Consultamos o quadro com os voos e verificamos que o nosso estava com ½ hora de atraso. Então para acalmar a excitação de toda a família, decidimos ir comprar um gelado para cada um de nós. Quando estávamos a deliciar-nos verificarmos no painel de voos que afinal já estavam a fazer o embarque para o nosso voo. Foi então que dissemos aos miúdos para “engolirem” os gelados pois tínhamos que nos dirigir para a porta de embarque.
Ou seja, o que supostamente deveria ser uma situação de relaxe, mais um pequeno stress com o Vasco a comer o seu gelado na maior das calmas e certamente que iria fazer birra quando lhe dissesse-mos: Vasquinho, colocas o gelado no lixo porque temos de partir? E agora como evitar esta birra?
Quando chegamos à porta de embarque verificamos que estava uma fila de passageiros a entregar o bilhete pata se dirigirem ao autocarro e foi assim que ganhamos algum tempo para que o Diogo e Gui comecem o gelado todo e graças a Deus e gelado do Vasco caiu ao chão! Entendeu que já não poderia comer mais gelado e até acabou por fazer uma birra por outro motivo: queria ser ele a limpar o chão e não queria deixar a Mãe a fazê-lo. Lá se limpou o chão e fomos para a fila.
Entregamos os bilhetes e fomos para um autocarro que nos levaria ao Avião. Durante a viagem os miúdos ficaram todos pasmados com aviões estacionados na pista e estavam sempre curiosos por saber qual seria o nosso avião: lá estava ele de bico virado para nós enquanto se conseguia observar que o pessoal da pista estava a proceder ao carregamento das malas pela parte de trás deste.
O autocarro parou paralelamente ao avião e abriu as portas para que os passageiros pudessem entrar em fila indiana para o avião.
Após os procedimentos normais de check-up do avião, lá fomos nós pela pista fora, sentido a nossa cabeça a ser projectada para trás devido à força dos motores. Passados 30 segundos, se tanto, estava o bico do avião apontado para a Lua e um pouco mais tarde sentimos que a parte traseira do avião também já não se encontra em contacto com o chão.
O voo era muito curto, pois iria ser apenas do Porto a Madrid, mas no entanto o Guilherme não desistiu de perguntar quando é que a refeição era servida. Acabou por ter azar, já que na realidade não foi servida qualquer refeição.
Passados 45 minutos ouviu-se o abrandar dos motores do avião, sinal evidente que iríamos iniciar a fase de descida, onde passados 15 minutos a planar surgiu então o sinal de obrigatoriedade de colocação do cinto.
Após alguns altos e baixos, que nem um carrossel dos aviões de uma festa popular, o avião acabou por poisar no chão, fazendo com que para algumas pessoas isso constituísse um grande alívio de satisfação, levando-as mesmo a bater palmas.
Saímos do avião para o autocarro e deste para um terminal do Aeroporto de Barajas. Situamo-nos em frente ao placard dos voos para averiguar qual seria a porta de embarque do próximo voo e verificamos que teríamos de seguir para a porta “S”.
Caminhamos um pouco e após algumas escadas rolantes pelo caminho deparamo-nos com o metro do Aeroporto que faz ligação entre os diversos terminais deste. Indicamos aos miúdos que este não tinha condutor e eles ficaram um pouco incrédulos com o que lhes foi dito.
Lá entramos e aproveitamos para tirar algumas fotos juntamente com os outros turistas que por lá transitavam também. Passados 5 minutos estávamos na outra estação e obviamente no outro terminal do aeroporto que provavelmente serve para voos internacionais para fora da Europa.
Encontramos a nossa porta e visto que ainda tínhamos tempo, fomos almoçar as sandes que a Marisa fez em casa. Após glorioso farnel e algumas idas à casa de banho, lá chegou a nossa hora de embarcar no novo avião. O acesso era feito por uma manga e não por autocarro!
Procuramos os nossos lugares e o nosso avião foi empurrado de marcha atrás para o meio da pista de acesso à pista principal de levantar voo. Como apanhamos algum trânsito nas pistas, o levantar demorou 22 longos minutos. Com cintos tirados, colocados, tirados, colocados e assim sucessivamente, foi um pouco difícil manter a impaciência e incompreensão dos miúdos pelo facto de ainda estarmos no chão.
Ouvimos então a indicação do piloto para a equipa da cabine a informar de que iríamos descolar e lá fomos pela pista foram num avião com aproximadamente 200 pessoas. A viagem correu bem, e lá foi servida a tão desejada refeição: carne com legumes e massa, bolo, salada, pão e manteiga.
Fez-se o possível para que os miúdos comessem e passados 5 horas sem pestanejarem (com a excepção do Vasco) lá aterramos no aeroporto internacional do Cairo.
O Diogo foi o escolhido, no entanto, como se sentia pouco confortável, deslocou-se para o banco de trás e o Guilherme foi para a frente. Entretanto o Vasco deitou-se sobre a chapeleira e foi todo contente.
A viagem até ao Hotel “Horizon Pyramid” foi a nossa 1ª aventura, o trânsito no Cairo é muito intenso e caótico. Na auto-estrada para além de circularem carros, circulavam: carroças puxadas a burro e pessoas num ritmo relaxado. O nosso motorista guiou entre carros a uma distância máxima de 10cms, a 80 km/h nas ruas da cidade e foi impressionante verificar como as pessoas tinham de atravessar as ruas entre os carros.
Ao chegar a Giza o Diogo ficou descansado com a alimentação, passamos pelo KFC, MC Donald’s e Pizza Hut.
Finda a viagem, verificamos um ajuntamento de pessoas. Perguntei o que se passava, ao que responderam serem gravações das cenas de um filme. Não poderia ter sido chegada mais apoteótica do que esta, figurantes de um filme!!!
Deixadas as malas no quarto, e claro para agradar os miúdos fomos jantar ao lado Hotel e a onde? À Pizza Hut!
Curiosidades relatadas pelos miúdos no dia
Diogo
Quando o avião subia comentou – “Mãe olha como já estamos tão longe do planeta Terra”.
E ao fim do dia o que o mais o impressionou foi o choque térmico à saída do avião.
Guilherme
Para o Guilherme o mais importante foi a comida – “Foi muito fixe” e também as cortinas dos aviões, subiam e desciam.
Vasco
O Vasco disse ter gostado andar de avião, de ter dormido e ter desenhado no avião.
Gastos
O Taxi que nos transportou levou-nos 171 libras egípcias, ou seja 23,5€ (Viemos a saber no dia seguinte de que tínhamos sido explorados, pois andar de táxi é barato no Egipto. Provavelmente gastaríamos apenas umas 60 libras egípcias!).












2 comentários:
Família...já estou a ver as fotos....(",)muito bem:))) continuaremos a acompanhar esta vossa viagem..Bjooooooooooossssssssssssss
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