sábado, 31 de julho de 2010

3º dia
Levantamo-nos às 09:00h e tomamos o nosso 1º pequeno-almoço no Hotel. Era tão composto que parecia mais um almoço. Para além dos cereais, pão, manteigas e compotas comuns nos nossos pequenos-almoços, existem saladas de vários tipos, com pimentos, tomate, couve rocha, … pratos confeccionados: feijão, puré de batata, estufados de carne e legumes, ovos cozidos, sufflé de ovo, … da parte da pastelaria existem mais ou menos doze pasteis diferentes. Também tinha sumo de laranja e de algo parecido com groselha.
O Pai e a Mãe empanturraram-se, talvez para compensar o que os mais novos não fizeram. Apenas se dedicaram a comer chapata com manteiga, leite com cereais e ovos cozidos.

Hoje foi o primeiro dia da descoberta da cidade de Cairo. Fomos visitar o museu do Egipto. Ao chegar o Rui teve de deixar numa sala as máquinas fotográficas e de filmar, pois é proibido entrar com elas. Pagamos apenas 3 bilhetes, pois por recomendação do taxista, dissemos que o Guilherme tinha 5 anos e assim, das crianças só pagamos o bilhete de entrada do Diogo. Quando estávamos a entrar apareceu-nos um guia a falar espanhol que regateou a entrada e por uma hora introduziu-nos os pormenores históricos do Egipto, só que em alta velocidade dificultando a percepção do seu discurso. Bem terminada a hora, foi à vida dele e então podemos ver em pormenor os legados dos anciões egípcios. Vimos múmias dos Reis da 18º Dinastia, a máscara feita em lâmina de ouro e com pedras preciosas, vista em muitos filmes. Os sarcófagos e imensos baús uns de ouro outros só em madeira onde guardavam as vísceras dos reis, assim como, pulmões e outros órgãos. Vimos múmias de animais, pois pensavam que depois da morte os seus reis também precisavam ser bem alimentados. Vimos esqueletos de vários pássaros, crocodilo, cobra, cavalo, cão, ... Ainda no museu vimos imensas jóias com muitos séculos e o facto curioso é que continuam na moda, qualquer uma de nós ficaria muito bem com elas. Anéis, brincos, pulseiras, colares, sandálias em lâmina de ouro, ... Existem no museu alguns tronos de faraós, um deles até dava para abrir e fechar, para facilitar o seu transporte. Já pensavam na economia do espaço e funcionalidade do mobiliário. As camas expostas eram individuais e feitas de folha de palmeira, que segundo o guia nos informou são bastante confortáveis para a coluna. Enfim se fosse a descrever tudo o que vimos no gigante Museu do Egipto, não sairiamos daqui.

Acabada a nossa visita, sentamos nos jardins do museu à sombrinha de umas árvores. O Rui e os miúdos foram tirar as fotografias possíveis. Foi aí, que o Rui se apercebeu da existência de um Museu de crianças. Fomos até lá e era engraçadíssimo, pois tinham expostos os monumentos mais carismáticos do Egipto construídos em Legos. Os miúdos adoraram e brincaram também numa mesa, pois tinha legos para construirem.

Terminada a visita ao Museu da criança, caminhamos por um trajecto sugerido no livro que trazemos sobre o Egipto. Porém, não foi a melhor opção tivemos de atravessar duas vezes as avenidas, o que é um pouco complicado quando se tem crianças. Atravessamos os túneis do metro para evitarmos o trânsito e nos deslocarmo-nos até ao centro da Cidade. Entretanto, como não encontramos de imediato um restaurante com um aspecto considerável à 1ª, o Vasco acabou por adormecer ao colo do Rui. Mas mais uma vez e para demonstrar como este povo é boa gente, não tardou que nos aparecesse um simpático rapaz que nos acompanhou a um restaurante. Infelizmente novamente um Fastfood.

No final apanhamos um Táxi e fomos tomar um banho ao Hotel. Azar dos azares, já era tarde e não podemos ir à piscina. Arranjamo-nos e seguimos a sugestão mais uma vez do livro e fomos jantar a um retaurante fantástico. Comemos um peixinho magnifico e os rapazes comeram pedaços de galinha na brasa. Estava tudo uma delícia inclusivé as entradas. Pão típico Egipcío, salada de tomate e salsa e ainda chamussa não picante. No final experimentamos uma sobremesa feita de leite, uvas passas, pinhões e natas, uma iguaría por sinal.

Site com as fotos

Ola...

... estou a ter muitos problemas em colocar as fotos no blog, pelo que peço que as consultem com o Liberio, meu irmão e Susana.

Beijos

quinta-feira, 29 de julho de 2010

2º dia
Acordamos por volta do meio dia. Preparamo-nos e fomos para a piscina com t’shirts de surfistas. Bem eu tive dificuldade em decidir o que vestir. Como aqui a mulher adulta tem de andar tapada, ficquei bastante indecisa quanto ao que vestir. Acabei por vestir uma t´shirt como o resto da família e coloquei um lenço à volta da cintura como saia. Já na piscina o Diogo e o Guilherme começaram logo a nadar. O Rui teve de ir à recepção e só quando chegou, tive coragem para tirar o lenço e ir nadar também. As crianças que se encontravam na piscina, que não as nossas comentaram logo e esboçaram sorrisinhos ao verem sem saia.
Quando decidimos almoçar, trocamos de roupa e fomos até aorestaurante do Hotel com janelas voltadas para a piscina. Mal nos sentamos observamos um grupo de turistas a chegar, talvez alemães, no qual, as mulheres não tiveram pudor em algum em ficarem em biquíni. Pouca sorte a minha pois com a minha vergonha vou ter direito a um bronze à trolha.
Ao fim da tarde fomos dar uma volta pelas ruas de Giza. Mal começamos a caminhar o Diogo ficou assustado, porque nas ruas existem muitas pessoas e facilmente nos dirigem a palavra e dizem: “ welcome to Egipto”. Nas ruas existe muito lixo no chão.
Em relação ao comércio a maior parte das lojas têm grandes placards publicitários e os produtos estão expostos à porta.
No supermecado “Metro” para desilusão nossa e para alívio das crianças encontamos imensos produtos de marcas conhecidas em Portugal, embora com embalagens mais antigas: Pantene, Fairy, Nestlé, Lacticínios President, Nutela, pilhas Energize, iogurtes Danone e outros mais.
Na nossa caminhada reparamos que apesar das mulheres adultas terem lenços na cabeça a miúdas vestem-se como as nossas e tem adornos nos cabelos para as embelezar. Um contracenso com as mulheres que tem de andar todas tapadas. Por aquilo que nos apercebemos, partir de uma certa idade, que ainda não descobrimos qual, a s miúdas começam a usar lenço na cabeça e usam camisolas de Lycra de manga comprida por baixo de camisas de manga curta, tops, ou até mesmo vestidos. Usam calças e saias até aos pés. A roupa em si não difere muito da nossa, a grande diferença encontra-se no lenço, na manga comprida e em não se poder verem as pernas. O curioso da situação está na moda masculina à nossa, esta muito ocidentalizada.
Existe um grupo menor de mulheres denominadas beduínas, oriundas do deserto, que para além de usarem lenço na cabeça trazem outro à frente da cara, ou seja, apenas se lhe vêem os olhos. Os homens vestem dessas mulheres também como os ocidentais. E existe um menor grupo ainda de homens que vestem túnicas até aos pés, umas brancas, outras beje, e ainda não sabemos de onde são.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

1º Dia

1º dia


A viagem começou então pelas 10:30 a sair de casa. Os Avós acompanharam-nos de casa ao aeroporto para se poderem despedir dos netos, pois iriam estar separados por alguns milhares de Km’s e ao todo serão cerca de 17 dias de viagem.

Consultamos qual o nosso balcão de check-in no quadro de voos e quando lá chegamos, estava uma fila considerável de pessoas para o mesmo voo que o nosso. Depois de algum stress a procurar pelos documentos e bilhetes (por incrível que pareça parece que a desorganização impera quando viajamos de avião: nunca temos à mão o que realmente necessitamos em determinado momento).

Depois do check-in, despedimo-nos então dos Avós e lá fomos nós ter com o responsável de aconselhamento de “coisas” que se podem levar no avião, nas malas de mão. Após inspecção minuciosa dos nossos haveres, foi-nos indicado que estávamos a levar medicamentos sem prescrição médica.

Realmente, nem estávamos a duvidar que iríamos “reprovar” neste exame de verificação, mas dentro de nós há sempre aquela esperança… “e se nos deixam passar?”. Lá acabamos por entregar os xaropes aos Avós e seguimos para a zona dos raio-X. Aqui tudo correu tudo dentro da normalidade.

Consultamos o quadro com os voos e verificamos que o nosso estava com ½ hora de atraso. Então para acalmar a excitação de toda a família, decidimos ir comprar um gelado para cada um de nós. Quando estávamos a deliciar-nos verificarmos no painel de voos que afinal já estavam a fazer o embarque para o nosso voo. Foi então que dissemos aos miúdos para “engolirem” os gelados pois tínhamos que nos dirigir para a porta de embarque.

Ou seja, o que supostamente deveria ser uma situação de relaxe, mais um pequeno stress com o Vasco a comer o seu gelado na maior das calmas e certamente que iria fazer birra quando lhe dissesse-mos: Vasquinho, colocas o gelado no lixo porque temos de partir? E agora como evitar esta birra?

Quando chegamos à porta de embarque verificamos que estava uma fila de passageiros a entregar o bilhete pata se dirigirem ao autocarro e foi assim que ganhamos algum tempo para que o Diogo e Gui comecem o gelado todo e graças a Deus e gelado do Vasco caiu ao chão! Entendeu que já não poderia comer mais gelado e até acabou por fazer uma birra por outro motivo: queria ser ele a limpar o chão e não queria deixar a Mãe a fazê-lo. Lá se limpou o chão e fomos para a fila.

Entregamos os bilhetes e fomos para um autocarro que nos levaria ao Avião. Durante a viagem os miúdos ficaram todos pasmados com aviões estacionados na pista e estavam sempre curiosos por saber qual seria o nosso avião: lá estava ele de bico virado para nós enquanto se conseguia observar que o pessoal da pista estava a proceder ao carregamento das malas pela parte de trás deste.

O autocarro parou paralelamente ao avião e abriu as portas para que os passageiros pudessem entrar em fila indiana para o avião.

Após os procedimentos normais de check-up do avião, lá fomos nós pela pista fora, sentido a nossa cabeça a ser projectada para trás devido à força dos motores. Passados 30 segundos, se tanto, estava o bico do avião apontado para a Lua e um pouco mais tarde sentimos que a parte traseira do avião também já não se encontra em contacto com o chão.

O voo era muito curto, pois iria ser apenas do Porto a Madrid, mas no entanto o Guilherme não desistiu de perguntar quando é que a refeição era servida. Acabou por ter azar, já que na realidade não foi servida qualquer refeição.

Passados 45 minutos ouviu-se o abrandar dos motores do avião, sinal evidente que iríamos iniciar a fase de descida, onde passados 15 minutos a planar surgiu então o sinal de obrigatoriedade de colocação do cinto.

Após alguns altos e baixos, que nem um carrossel dos aviões de uma festa popular, o avião acabou por poisar no chão, fazendo com que para algumas pessoas isso constituísse um grande alívio de satisfação, levando-as mesmo a bater palmas.

Saímos do avião para o autocarro e deste para um terminal do Aeroporto de Barajas. Situamo-nos em frente ao placard dos voos para averiguar qual seria a porta de embarque do próximo voo e verificamos que teríamos de seguir para a porta “S”.

Caminhamos um pouco e após algumas escadas rolantes pelo caminho deparamo-nos com o metro do Aeroporto que faz ligação entre os diversos terminais deste. Indicamos aos miúdos que este não tinha condutor e eles ficaram um pouco incrédulos com o que lhes foi dito.


Lá entramos e aproveitamos para tirar algumas fotos juntamente com os outros turistas que por lá transitavam também. Passados 5 minutos estávamos na outra estação e obviamente no outro terminal do aeroporto que provavelmente serve para voos internacionais para fora da Europa.

Encontramos a nossa porta e visto que ainda tínhamos tempo, fomos almoçar as sandes que a Marisa fez em casa. Após glorioso farnel e algumas idas à casa de banho, lá chegou a nossa hora de embarcar no novo avião. O acesso era feito por uma manga e não por autocarro!

Procuramos os nossos lugares e o nosso avião foi empurrado de marcha atrás para o meio da pista de acesso à pista principal de levantar voo. Como apanhamos algum trânsito nas pistas, o levantar demorou 22 longos minutos. Com cintos tirados, colocados, tirados, colocados e assim sucessivamente, foi um pouco difícil manter a impaciência e incompreensão dos miúdos pelo facto de ainda estarmos no chão.

Ouvimos então a indicação do piloto para a equipa da cabine a informar de que iríamos descolar e lá fomos pela pista foram num avião com aproximadamente 200 pessoas. A viagem correu bem, e lá foi servida a tão desejada refeição: carne com legumes e massa, bolo, salada, pão e manteiga.







Fez-se o possível para que os miúdos comessem e passados 5 horas sem pestanejarem (com a excepção do Vasco) lá aterramos no aeroporto internacional do Cairo.


Na chegada ao aeroporto rapidamente nos apercebemos de diferentes aspectos culturais. Haviam pessoas sentadas no chão a aguardar pelos passageiros e nós tínhamos dois rapazes com um cartaz, onde estava escrito: “Rui Pedro Silva”. Muito simpáticos e comunicativos levaram-nos até à “limusina”, conforme o combinado por email. A nossa “limusina” era nada mais, nada menos de que o um humilde Chevrolet de 5 lugares. Ora se nós somos 5 e os rapazes eram dois o total de passageiros totalizava 7. Inquiridos sobre a legalidade do assunto disseram para não nos preocuparmos, porque era hábito no Egipto viajar-se assim, sugerindo logo que uma das crianças fosse à frente.

O Diogo foi o escolhido, no entanto, como se sentia pouco confortável, deslocou-se para o banco de trás e o Guilherme foi para a frente. Entretanto o Vasco deitou-se sobre a chapeleira e foi todo contente.




A viagem até ao Hotel “Horizon Pyramid” foi a nossa 1ª aventura, o trânsito no Cairo é muito intenso e caótico. Na auto-estrada para além de circularem carros, circulavam: carroças puxadas a burro e pessoas num ritmo relaxado. O nosso motorista guiou entre carros a uma distância máxima de 10cms, a 80 km/h nas ruas da cidade e foi impressionante verificar como as pessoas tinham de atravessar as ruas entre os carros.

Ao chegar a Giza o Diogo ficou descansado com a alimentação, passamos pelo KFC, MC Donald’s e Pizza Hut.

Finda a viagem, verificamos um ajuntamento de pessoas. Perguntei o que se passava, ao que responderam serem gravações das cenas de um filme. Não poderia ter sido chegada mais apoteótica do que esta, figurantes de um filme!!!

Deixadas as malas no quarto, e claro para agradar os miúdos fomos jantar ao lado Hotel e a onde? À Pizza Hut!







Bem de volta aos nossos aposentos, deitamo-nos e ao som das buzinas “popó, bipbip”adormecemos por volta das 02:00h da manhã, 24:00h de Portugal e dormimos todos muito bem…


Curiosidades relatadas pelos miúdos no dia


Diogo

Quando o avião subia comentou – “Mãe olha como já estamos tão longe do planeta Terra”.
E ao fim do dia o que o mais o impressionou foi o choque térmico à saída do avião.

Guilherme

Para o Guilherme o mais importante foi a comida – “Foi muito fixe” e também as cortinas dos aviões, subiam e desciam.

Vasco

O Vasco disse ter gostado andar de avião, de ter dormido e ter desenhado no avião.


Gastos

O Taxi que nos transportou levou-nos 171 libras egípcias, ou seja 23,5€ (Viemos a saber no dia seguinte de que tínhamos sido explorados, pois andar de táxi é barato no Egipto. Provavelmente gastaríamos apenas umas 60 libras egípcias!).

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Falta pouco para a nossa grande 1ª viagem

Pois é, neste momento falta apenas dia e meio para o início da nossa 1ª grande viagem:
VAMOS ATÉ AO EGIPTO!!!

De momento já temos os seguintes serviços requisitados:
  • Voo - Porto - Cairo - Porto
  • Hotel - Do dia 28 ao dia 6 de Agosto
Vou dando mais informações.